Inglês Jurídico, Trechos da nossa palestra

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Posted by admin | Posted in videos para aprender ingles | Posted on 27-08-2011

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Inglês Jurídico

A Arte de Traduzir

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Posted by admin | Posted in Artigos | Posted on 25-07-2011

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Diferentes línguas refletem diferenças culturais, isto é, diferenças na forma de perceber e interpretar fatos do universo humano, na forma de estruturar o pensamento e, conseqüentemente, na forma de redigir. Essa diferenças devem ser levadas em consideração quando redigimos ou traduzimos para o inglês.

Conteúdo, disciplina e lógica são aspectos fundamentais na comunicação por escrito. O português da cultura brasileira, entretanto, é uma língua que muitas vezes soa bem quando apresenta uma idéia vaga, além de permitir uma maior flexibilidade na formulação das frases e ter uma tendência a usar frases mais longas do que o inglês. Pode-se observar até que o português facilmente tolera a falta de conteúdo e de disciplina na formulação das idéias. Esses vícios, que em português podem passar desapercebidos aos olhos de redatores e leitores, se transpostos para o inglês, resultam num texto insólito e inaceitável.

Os exemplos abaixo demonstram como não estruturar o pensamento e não redigir em inglês, constituindo-se em exemplos de tradução difícil, verdadeira dor de cabeça para tradutores:

Exemplo 1: Uso abundante de voz passiva

Ficou decidido que os débitos deverão ser saldados até o final do mês de novembro, a partir de quando então serão cobrados com juros e correção monetária. Os plantadores em débito serão visitados pelo pessoal de campo e serão avisados a respeito das novas determinações. (Relatório de reunião de empresa multinacional – 1990)

  • Quem decidiu?

A voz passiva consiste em trocar o sujeito e o objeto direto de posição. O objeto assume a posição do sujeito, enquanto que o sujeito assume o papel de agente da passiva, sendo que neste papel deixa de ser essencial à oração, ficando freqüentemente omitido. No português, o uso da voz passiva é extremamente comum. O tom vago de uma voz passiva sem agente, assim como um sujeito indeterminado, são características típicas do português. No inglês moderno, por outro lado, a voz passiva chega a ser quase proibitiva porque destoa em relação à necessidade de clareza e de presença de fatos, limitando-se seu uso a casos em que o agente da passiva é desconhecido, irrelevante ou subentendido.

Exemplo 2: Falta de clareza com abrangência excessiva e uso de palavras desnecessárias

A empresa conta com filiais e distribuidores em todo o mundo, atuando na área agrícola não apenas com o salitre, mas também com outros sais, fertilizantes solúveis e na área industrial. (Anuário Brasileiro do Fumo 1999)

  • Filial e distribuidor são muito diferentes. Quantos de cada?
  • “Em todo o mundo” é muito vago. Em quantos e quais países e/ou continentes? Não daria para ser mais específico?
  • O verbo “atuar” é muito vago. “Atuando na área agrícola” pode significar: plantando, processando, industrializando implementos, comercializando produtos agrícolas, prestando consultoria administrativa a fazendas-empresas. Qual deles? Não daria para ser mais específico?
  • Qual a diferença entre sais e fertilizantes? A que se destinam os sais? Não seria um uma sub-categoria do outro?
  • Existe fertilizante não-solúvel?
  • “e na área industrial”, o que, exatamente, significa?
  • Exemplo 3: Frase excessivamente longa com assuntos desconexos (run-on sentence)Em 1979, a SLC cedeu 20% do seu capital à John Deere, uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, e foi aperfeiçoando sua colheitadeira que, de pequenas propriedades rurais da região Noroeste do Rio Grande do Sul, conquistou a América Latina, a América Central, a África e o mundo, sendo hoje comercializada em mais de 20 países. (Anuário Brasileiro da Soja 2000)
    • Assuntos relacionados a:
      • transferência de cotas de participação,
      • aperfeiçoamento técnico de produto e
      • expansão de mercado,
    • estão todos numa mesma frase. Além de representar uma idéia “pulverizada”, a conexão entre os 3 assuntos não está clara. Será que foi a transferência de cotas que permitiu o aperfeiçoamento do produto? E este teria sido responsável pela expansão das vendas? Ou a expansão das vendas teria sido resultado da atuação do novo acionista?

    • América Central faz parte da América Latina, não precisando ser mencionada.

    Exemplo 4: Complexidade em lugar de simplicidade, resultando em falta de clarezaAlém disso, a Fenasoja procura contribuir para atividades de cunho técnico, voltadas à evolução da infra-estrutura na produção, no beneficiamento e na industrialização. (Anuário Brasileiro da Soja 2000)

    Não seria mais simples e melhor dizer: “Além disso, a Fenasoja procura divulgar novas tecnologias de produção e processamento.”? Não estaríamos possibilitando ao leitor captar o mesmo conteúdo com menos esforço intelectual?

    Exemplo 5: Extrema falta de clarezaAo balancear os resultados da indústria fumageira, em 1992, podemos assinalar, nas cifras e nos quadros seguintes, bons resultados conseqüentes do esforço e da competência com que o setor enfrentou a difícil conjuntura interna recessiva e as significativas alterações do comércio internacional, decorrentes da assimilação dos mercados da Europa Oriental e da integração na economia mundial de importantes países asiáticos. (Perfil da Indústria do Fumo 1993 – ABIFUMO)

    VERSÃO EM PORTUGUÊS MAIS CLARO: A participação de países asiáticos (que países? além da China algum outro?) na economia mundial e a assimilação dos mercados da Europa Oriental (quem assimilou?) causaram significativas alterações no comércio internacional. A indústria fumageira soube enfrentar com esforço e competência estas alterações, bem como uma recessiva e difícil conjuntura interna. Isto podemos constatar nos resultados estatísticos da safra de 1992.

    INTERPRETAÇÃO MAIS PROVAVELMENTE CORRETA DO TEXTO: Por um lado, tivemos a entrada da China como concorrente no mercado internacional de fumo e uma economia recessiva e difícil no Brasil. Por outro lado, assistimos a um aumento do mercado internacional com a abertura dos mercados da Europa Oriental. A indústria fumageira soube, ao mesmo tempo, enfrentar as adversidades e se beneficiar das oportunidades. Isto podemos constatar nos resultados estatísticos da safra de 1992.
    Exemplo 6: Frase muito longa e lógica possivelmente invertida

      A Camil, que chegou a refinar óleo comestível, mas parou em dezembro de 97 com a entrada do óleo de girassol argentino com custo baixo, está projetando aumento na fabricação de óleo bruto, em razão da ampliação da capacidade de beneficiamento de arroz que a empresa está implantando.(Anuário Brasileiro do Arroz 2000)

    • Uma idéia demasiadamente longa encravada dentro de outra.
    • Está planejando aumento ou o reinício da produção de óleo, uma vez que já havia parado em 1997?
    • Qual a relação entre refino de óleo comestível e produção de óleo bruto?
    • Está planejando aumentar a fabricação em razão da ampliação da capacidade? Ou está aumentando a capacidade para poder fabricar mais e vender mais? Qual é que ocorre em razão de que?

    Exemplo 7: Conceitos vagosDesenvolvendo modernos sistemas de descasque, brunição e classificação de arroz, entre outros, a empresa consolida sua liderança no mercado nacional, além de exportar seus equipamentos para muitos países. (Anuário Brasileiro do Arroz 2000)

    • “entre outros”: o que, ou quais outros? Se fossem importantes, deveriam ter sido enumerados. Se não foram, provavelmente se trata de equipamentos insignificantes. Fica a impressão de que pode ter sido intencional provocar uma imaginação que fosse além do que a empresa realmente fabrica.
    • “para muitos países”: quais países, ou pelo menos que região? Europa, Ásia, não daria para ser mais específico?

    Exemplo 8: Conteúdo vago, falta de informações concretasForam definidas várias linhas de ação, começando pela matéria-prima, passando pelo processo industrial e mercado, até crédito e financiamento e certificação de qualidade. (Anuário Brasileiro do Arroz 2000)

    • Que ações serão tomadas com relação à matéria-prima?
    • Que ações com relação ao processo industrial e mercado? E as ações serão as mesmas com relação a ambos? Não daria para citar pelo menos a mais importante?
    • E com relação ao crédito e financiamento, o que será feito? Qual a diferença entre crédito e financiamento neste contexto?
    • Com relação a certificação de qualidade, se pensarmos duas vezes, possivelmente chegaremos à conclusão que a linha de ação será tentar obter alguma certificação. Seria melhor, entretanto, que esta informação estivesse explícita, para não exigir do leitor esse esforço adicional.

    Estas perguntas todas, consciente ou inconscientemente, pairam na mente do leitor atento. Quanto mais perguntas não respondidas, tanto maior a probabilidade do leitor se frustrar e abandonar a leitura.
    Exemplo 9: Conceitos demasiadamente abstratos, resultando em falta de clarezaO Seminário Estadual sobre os Conselhos Municipais de Desenvolvimento (CMDR) começa hoje, às 9h, na Universidade de Santa Cruz do Sul. Serão debatidos os processos de organização e capacitação de conselheiros municipais de desenvolvimento rural e a aproximação e articulação de ações entre entidades que atuam com os CMDR. (Correio do Povo, 19/7/2000)

    • Já existem “conselheiros municipais de desenvolvimento rural”? Provavelmente sim. Neste caso então não seria mais simples e mais claro dizer que irão “discutir sobre o treinamento dos conselheiros?.

    Exemplo 10: Emaranhado de conceitos abstratos resultando numa grave falta de clareza“Neste volume composto por nove artigos de pesquisadores brasileiros lingüistas aplicados reatamos o fio histórico da formação numa perspectiva de discussão teórica vinculada à pesquisa aplicada, ao serviço de preparação e aperfeiçoamento de quadros docentes na área da linguagem e à sociedade multifacetada, reivindicante e contraditória de hoje.” (Almeida Filho, J.C.P. O Professor de Língua Estrangeira em Formação. Campinas: Pontes Editores, 1999 – Capa)

    • “… reatamos o fio da história da formação …” Formação de quê? Formação de professores? Formação acadêmica ou prática? O fio da história estava interrompido? Este detalhe não merece esclarecimento? Não seria mais claro e fácil para o leitor se o redator tivesse dito simplesmente “continuamos a discussão sobre a formação …”
    • Se o Brasil é uma sociedade reivindicante, o que é que reivindica? Isto não merece um esclarecimento, já que foi mencionado? Seria uma reinvindicação relacionada à formação de professores?
    • O que é que o fato de o Brasil ser uma sociedade multifacetada, reivindicante e contraditória tem a ver com a continuação das discussões sobre a formação de professores de línguas?

    Exemplo 11: Frase excessivamente longa, sem pontuação, resultando em falta de clarezaNessas iniciativas aqui colecionadas avulta o sentido de desvendamento e interpretação do complexo trabalho do professor de línguas em serviço e pré-serviço que por representar basicamente um laboratório de idéias compartilhadas no bojo do Programa de Pós-Graduação em Lingüística Aplicada da UNICAMP em dez anos de atividades vai contribuir à teorização no campo de formação de professores. (Almeida Filho, J.C.P. O Professor de Língua Estrangeira em Formação. Campinas: Pontes Editores, 1999 – Página 10)

    • Idéia confusa, leitura indigesta devido ao excessivo número de palavras pouco necessárias, à falta de pontuação, e ao esforço intelectual exigido do leitor para assimilar o conteúdo.
    • Observem que o texto é composto de uma única frase, sem vírgulas e com 57 palavras!

    Exemplo 12: Conceitos vagos e complexidade desnecessária, resultando em falta de clareza e leitura difícil1. Objectivo estratégico I
    1.1. Valorização dos conteúdos temáticos e das áreas científicas de carácter humanístico, tradicionalmente definitórias da especificidade das Faculdades de Letras, pelo que se propõe o estudo das condições de criação de novas áreas de ensino de carácter transversal e pluridisciplinar que traduzam a referida valorização.
    (Faculdade de Letras – Universidade do Porto – Portugal – http://web.letras.up.pt/id/politica%20cientifica.htm – em maio de 2007)

    • O que será que o autor quis dizer com “conteúdos temáticos”? Não poderiam ter dito simplesmente: “Valorização da grade curricular das Faculdades de Letras”?

    Exemplo 13: Frase longa com idéias repetidasA Xxxx é uma das patrocinadoras do Prêmio Qualiescola desenvolvido pelo Instituto Qualidade no Ensino, entidade sem fins lucrativos. O projeto, voltado para iniciativas de incentivo à excelência do ensino público, promove premiações que visam valorizar experiências inovadoras desenvolvidas pelos professores na sala de aula com o objetivo de contribuir para o aprimoramento do ensino público brasileiro. (Brochura publicitária – maio 2010)

    Analisando detidamente a segunda frase, obtém-se as seguintes informações:

    1. O projeto incentiva a qualidade no ensino público.
    2. Para isso, o projeto dá prêmios para valorizar experiências inovadoras.
    3. O objetivo das experiências inovadoras (e das premiações) é contribuir para o aprimoramento do ensino público.

    No contexto acima, “incentivar a qualidade no ensino público” e “contribuir para o aprimoramento do ensino público” são a mesma coisa. Seria como dizer:

    • Com a finalidade de melhorar a limpeza de minha casa, vou pegar uma vassoura para fazer uma varredura, cujo objetivo (da vassoura e da varredura) é limpar minha casa.

    MINHA VERSÃO: A Xxx é uma das patrocinadoras do Prêmio Qualiescola desenvolvido pelo Instituto Qualidade no Ensino, entidade sem fins lucrativos. O projeto, voltado para iniciativas de incentivo à excelência do ensino público, promove premiações que visam valorizar experiências inovadoras desenvolvidas pelos professores na sala de aula com o objetivo de contribuir para o aprimoramento do ensino público brasileiro.

    ORIGENS DAS DIFERENÇAS

    Há quem diga que esta tendência no português de se ser vago, de se valorizar uma linguagem afastada dos fatos e maquiada pelas formas, é um hábito originado nos anos de regime militar, quando jornalistas tinham que informar mas tinham receio de se comprometer. A “liberdade vigiada” daqueles anos de regime de exceção exigia um subterfúgio, uma linguagem não-explícita, cuja mensagem ficasse por conta da capacidade de imaginação do leitor.

    Já outros acreditam serem as raízes mais profundas. Evocam o período colonial do Brasil, quando o trabalho que havia era responsabilidade da mão-de-obra escrava, e a classe letrada dedicava muito tempo burilando textos que valorizavam a estética e o subjetivismo, num mundo que ainda se comunicava muito através da literatura.

    Outros vão mais longe ainda. Afirmam que, há mais de 20 séculos, diferenças sociais e culturais já marcavam contrastes. Enquanto o Império Romano da língua latina mantinha seu apogeu pela força militar, permitindo a existência de classes eruditas que podiam se dedicar às artes e às letras, quando meio século antes de Cristo o orador Cícero já se dedicava à crítica literária e ao estudo de retórica e o poeta Virgílio destilava seu lirismo profetizando com eloqüência o destino de Roma no mundo; àquela época os povos bárbaros de línguas germânicas encontravam-se ou guerreando ou trabalhando para sobreviver e pagar os impostos ao Império, sem tempo para as artes, e usando uma linguagem de comunicação clara e objetiva, sintonizada em fatos concretos e nos afazeres do dia-a-dia.

    Seja qual for a origem, o fato é que hoje, em pleno alvorecer da era da informação, num mundo que se transforma numa comunidade cada vez mais interdependente e que se comunica cada vez mais, tendências idiomáticas contrastantes representam um empecilho para ambos os lados. Nunca o mundo se comunicou tanto, nunca o tempo foi tão curto para tanta informação, e portanto nunca a objetividade na linguagem foi tão importante.

    TEXTO, IDÉIA, INTENÇÃO E TRADUÇÃO

    Assim como não há sombra se não houver um objeto, não existe linguagem se não houver uma idéia. Quanto mais distante estiver a sombra de seu objeto, tanto menor sua nitidez. Da mesma forma, quanto mais distante estiver a linguagem de sua idéia, tanto menor sua clareza.

    Uma vez que diferentes línguas são diferentes sistemas de representação, não podemos simplesmente converter palavras de uma língua para palavras de outra. Para se estabelecer uma boa correlação entre duas línguas é necessário captar a idéia com clareza e de forma completa, ter um entendimento claro e objetivo dos fatos que a compõem e que a linguagem procura refletir. Portanto, o texto que se pretende traduzir deve oferecer esse entendimento de forma clara e objetiva, não podendo carecer de conteúdo. O quadro deve estar completo, sem áreas obscuras.

    Redigir, portanto, é a arte de criar uma representação de fatos do universo e traduzir é a arte de recriar esta representação; de reestruturar a idéia nas formas que a língua para a qual se traduz oferece e sob a ótica da cultura ligada a essa língua. É, pois, no plano das idéias e não das formas, que a correlação pode ser estabelecida. Se a representação da realidade nas formas da L1 não refletir claramente os fatos a que se refere, especialmente em textos não-literários, isto é, em textos comerciais, técnicos, jornalísticos, acadêmicos, o tradutor sentir-se-á como um redator que não conhece plenamente o fato a respeito do qual deve redigir. Estará perdido como um cego que perde seu cachorro-guia. Se a intenção do autor não estiver clara, o tradutor será um barco sem rumo.

    COLABORAÇÃO: Jorge Cunha, Sílvio Corrêa e Amoretti
    REFERENCE: Wallbank, T. Walter, Alastair M. Taylor and Nels M. Bailkey. Civilization Past and Present. Scott, Foresman & Co., 1962.

    Fonte: Site SK
    Autor: Ricardo Schutz

  • O que significa saber vocabulário?

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    Posted by admin | Posted in Artigos | Posted on 25-07-2011

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    O que significa saber vocabulário?

    Quando fala-se em vocabulário ou em palavra, é necessário entendermos os vários aspectos que o conceito abrange, como mostra o gráfico ao lado. A distinção entre forma oral e escrita é de importância maior no caso de uma língua como inglês, cujo grau de correlação entre pronúncia e ortografia é notoriamente baixo.

    Também a distinção entre significado e função gramatical é fundamental no caso do inglês, devido à grande quantidade de palavras que exibem a mesma forma e significado equivalente, podendo entretanto ocorrer com diferentes funções gramaticais. Exemplo disto são aquele grande número de palavras que funcionam tanto como substantivo quanto como verbo, tais como: work, study, drink, walk, etc.

    QUE SIGNIFICA “SABER VOCABULÁRIO”?

    Assim como não é a quantidade de cores que determina a beleza de um quadro, não é o número de palavras que influencia o nosso poder de comunicação.

    Embora pareça natural ao leigo relacionar domínio sobre uma língua com quantidade de vocabulário, não existe no âmbito da lingüística aplicada teoria equacionando habilidade em línguas com conhecimento de vocabulário. Nem habilidade nem conhecimento teórico em língua estrangeira podem ser medidos pelo número de palavras que a pessoa “sabe”.

    Em primeiro lugar, devemos investigar o significado de “saber”, de “ter” ou de “conhecer” vocabulário. Saber uma palavra significaria apenas reconhecê-la quando a vemos, ou seria mais do que isso: dispor dela para expressarmos nossos pensamentos? Bastaria o conhecimento passivo, ou esse conhecimento teria que ser ativo? E bastaria reconhecê-la na sua forma escrita, ou teríamos que ter também a habilidade de reconhecê-la na sua forma oral? E se a reconhecêssemos na sua forma oral, seria o bastante reconhecê-la quando pronunciada isoladamente e claramente, ou teríamos que ter a habilidade de reconhecê-la quando pronunciada dentro de uma frase em velocidade normal de conversação, às vezes em meio a outros ruídos?

    Por aqui já poderíamos concluir que a maioria de nós não tem um conceito claro do significado de “saber uma palavra”. Entretanto, existem ainda muitos outros argumentos para demonstrar que não se mede conhecimento nem fluência em línguas pelo número de palavras que se “sabe”.

    • Como classificaríamos por exemplo uma palavra como o verbo ficar do português ou o verbo take do inglês, para os quais podemos facilmente encontrar uma dezena de significados? Saber apenas um ou dois dos significados seria “conhecer” o verbo?
    • E mesmo que tivéssemos pleno conhecimento, passivo e ativo, sobre a forma escrita e oral de palavras como por exemplo o adjetivo large e o substantivo lie, porém não soubéssemos que a combinação de ambos (*large lie) não ocorre jamais, como classificaríamos a situação?
    • Na hora de contabilizar os vocábulos que conhecemos, palavras como sofismardobradiça teriam o mesmo peso que bebercasa? Até que ponto o fato de talvez não sabermos como se diz dobradiça em inglês pode comprometer nossa fluência? A contagem deve levar em consideração que algumas palavras têm uma probabilidade de ocorrência dez ou vinte vezes maior do que outra?
    • Se soubermos por exemplo que give significa dar, e que a preposição in corresponde a em, porém se não soubermos que give in significa ceder ou que give up significa desistirou abandonar, como fica nossa contabilidade?
    • Finalmente, o que faríamos nesta contagem com partículas funcionais como preposições e artigos, praticamente desprovidas de conteúdo semântico, especialmente quando comparadas a verbos e substantivos?

    Podemos concluir, portanto, que é praticamente impossível quantificar vocabulário, e podemos também inferir que habilidade (fluência) em línguas não está diretamente relacionada a simples familiaridade com vocabulário.

    Só a estruturação gramatical da língua, isto é, a forma como o pensamento é estruturado, já é tão ou mais importante do que seu vocabulário. Uma coleção de palavras nunca chegará a formar uma língua. São necessárias as regras do jogo além das peças.

    Línguas são fenômenos complexos que incluem também fonética, morfologia, sintaxe, cultura, etc. “Linguagem é um sistema de representação cognitiva do universo pelo qual as pessoas constroem suas relações”, como colocou uma freqüentadora do nosso site. Sistema esse, moldado pela identidade cultural de cada nação.

    Assim como não é o número de páginas que determina a qualidade de um livro, nem a quantidade de cores que determina a beleza de um quadro, não é o número de palavras que influencia diretamente o nosso poder de comunicação.

    Se fosse possível quantificar conhecimento sobre vocabulário, poderíamos nos arriscar a dizer que plena proficiência em um idioma estrangeiro, ou seja, fluência, depende 80/90% de pronúncia, 70/80% de gramática e talvez 10/20% de vocabulário (apenas 5% segundo Hammerly, considerando-se todas as palavras existentes no dicionário).

    Portanto, habilidade em línguas não está diretamente relacionada simplesmente a familiaridade com vocabulário e, por esta razão, vocabulário não deve ser colocado como a grande prioridade durante a fase inicial do aprendizado. Vocabulário tende a ser mais facilmente assimilado à medida em que o aprendiz familiariza-se com a estrutura gramatical da língua e mais corretamente assimilado à medida em que se familiariza com a pronúncia da língua. Além disso, o ensino de vocabulário não deve ser predeterminado e dirigido, mas sim deve seguir um desenvolvimento naturalmente direcionado aos interesses do aprendiz e que progride na medida em que há contato com a língua em situações reais de comunicação.

    PALAVRA x LOCUÇÃO
    WORD vs. LEXICAL PHRASE

    “Vocabulary has been traditionally thought of as individual words. Of course, this layman’s view is inadequate because vocabulary includes many units which are larger than individual orthographic words.” Norbert Schmitt & Ronald Carter

    Lexical phrases, também denominadas word combinations, collocations ou lexical chunks, são grupos de palavras que aparecem freqüentemente juntas e que adquiriram identidade e significado próprios. Do ponto de vista do aprendizado de línguas estrangeiras, e dentro de uma visão lingüística comunicativa-funcional, o conceito de lexical phrase como sendo a unidade de vocabulário é fundamental, pois leva o aprendiz a concentrar atenção em elementos conceituais que constituem a estrutura do discurso, mantêm sua coerência e caracterizam aspectos culturais.

    Exemplos em portuguêsbom dia / com licença / você é que sabe / por esta razão / pessoa jurídica.
    Exemplos em inglêsgood morning / it’s up to you / what I’m trying to say / as far as I’m concerned.

    É importante portanto prestar atenção à indivisibilidade de certos grupos de palavras, dissociando-se a unidade léxica da unidade ortográfica demarcada por espaços.

    SEMELHANÇAS

    There are an estimated 750,000 words in the English language. Nearly half of these are of Germanic (or Teutonic) origin, and nearly half from the Romance languages (languages of Latin origin such as French, Spanish, and Italian or Latin itself). Excerpted from Compton’s Interactive Encyclopedia.

    “From a lexical point of view, English is in fact more a Romance than a Germanic language.” David Crystal, in English as a Global Language. Cambridge University Press, 1997.

    No caso de alunos brasileiros, o problema de vocabulário é reduzido por ser o português uma língua latina e por ter o inglês cerca de 50% de seu vocabulário proveniente do latim. É principalmente no vocabulário técnico e científico que aparecem as maiores semelhanças entre as duas línguas, mas também no vocabulário cotidiano encontramos palavras que nos são familiares. Por exemplo: aspect, company, computer, contrast, creative, dictionary, exam, government, history, human, important, influence, interesting, justice, liberty, license, method, modern, music, necessary, oficial, origin, photograph, production, project, pronunciation, revolution, student, supermarket, telephone, vocabulary, etc., são palavras que brasileiros entendem sem saber nada de inglês. Leia mais sobre a influência do latim e do francês sobre o inglês em História da Língua Inglesa.

    CONTRASTES

    É importante dar-se conta, entretanto, de que vocabulário não limita-se a palavras. Também devem ser vistas como elementos de vocabulário as locuções idiomáticas (idioms), e muitas das frases usadas para expressar idéias comuns em situações cotidianas. Os maiores contrastes de vocabulário entre inglês e português (e conseqüentemente as maiores dificuldades) ocorrem justamente neste aspecto coloquial dos idiomas.

    False cognates (falsos cognatos) também representam uma dificuldade peculiar no plano de vocabulário. Às vezes chamados de falsos amigos, falsos cognatos são palavras derivadas do latim, que têm portanto a mesma origem e que aparecem em diferentes idiomas com ortografia semelhante, mas que ao longo dos tempos acabaram adquirindo significados diferentes. Poderíamos relacionar pelo menos uns 30 falsos cognatos relevantes pela freqüência com que ocorrem, e com os quais portanto o aluno deve procurar familiarizar-se.

    Os verbos make, do, takeget, verdadeiros “curingas” ou “paus para qualquer obra”, equivalentes aos verbos ficarfazer do português, são responsáveis por um grande número de expressões com característica idiomática, e representam uma notória dificuldade. Um aluno de nível intermediário deve buscar adquirir familiaridade com as ocorrências mais comuns destes verbos.

    Outro tipo de formas idiomáticas em inglês são os multi-word verbs, também chamados de phrasal verbs (verbos preposicionais, em que a adição de uma palavra (normalmente uma preposição) altera substancialmente o significado original do verbo. Também aqui o domínio de um certo número, talvez cerca de 20 ou 30 destas expressões, atende as necessidades mesmo de quem se propõe a alcançar um bom nível de proficiência em inglês.

    Outra dificuldade, raramente focalizada em livros de ensino e cursos de inglês, é a questão da ambigüidade léxica, ou multi-meaning words (palavrasde múltiplo sentido). Em qualquer idioma sempre existem palavras que assumem diferentes significados. Quando isto ocorre com a língua estrangeira, no nosso caso com o inglês, a dificuldade é menor do que quando ocorre com a língua materna. São inúmeras as palavras de significado múltiplo em português, e freqüentemente este múltiplo sentido não tem correspondente em inglês. Sempre que diferentes idéias representadas pela mesma palavra na língua materna corresponderem a diferentes palavras na segunda língua, o aluno terá dificuldades em expressar-se.

    ORIENTAÇÕES

    Sempre que o aluno aprender uma nova palavra ou expressão, deve procurar assimilar não apenas o significado, a função gramatical na frase e a ortografia, mas também (e principalmente) a pronúncia da palavra.

    O desenvolvimento do vocabulário da pessoa é fruto direto do contato com a língua, tanto falada como escrita. Para níveis intermediários e avançados, a leitura é especialmente recomendada, pois proporciona o desenvolvimento de vocabulário principalmente para termos literários, técnicos e científicos. Também é recomendável, assim que possível, fazer uso de dicionários monolíngües. Além disto, o contato com estrangeiros, filmes e gravações em geral servem como fonte de vocabulário, em especial do tipo coloquial. Filmes falados e legendados em inglês (closed caption) são ótimos. A atitude ideal para desenvolver-se vocabulário não é a de armazenamento forçado na memória, mas sim a de esforço criativo para expressar-se e exercício constante de relembrar o que já foi aprendido. Isto porque o fundamental não é apenas reconhecer (vocabulário passivo), mas dispor de palavras no momento em que se expressa (vocabulário ativo).

    Os materiais apresentados aqui nesta seção não estão na forma de plano de aula; são apenas materiais de referência para consulta, e úteis na elaboração de planos de aula. These materials are not lesson plans. They are mainly “resource” type materials.

    Fonte: Site SK

    Autor: Ricardo Schutz

    OS FONEMAS VOGAIS DO INGLÊS E DO PORTUGUÊS

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    Posted by admin | Posted in Artigos | Posted on 19-07-2011

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    FONOLOGIA

    Cada língua faz um uso diferente do aparelho articulatório, e fonologia é o estudo das características fonéticas da língua, em especial de sua matriz de fonemas.

    O que é um fonema?
    Fonema é a unidade mínima de som da língua que diferencia palavras entre si.

    Exemplo 1:
    /pIt/ pit /bIt/ bit são palavras diferentes, com significados diferentes, cuja única distinção fica por conta da consoante bilabial.  Portanto, /p//b/ são fonemas diferentes em inglês.

    Coincidentemente, a consoante bilabial também é articulada de formas diferentes para produzir dois fonemas diferentes (ex: picobico).

    Exemplo 2:
    /biyt/ beet /bIt/ bit são também palavras diferentes, com significados diferentes, cuja única distinção fica por conta da maneira de articular essas duas vogais altas-frontais.  Portanto, /iy//I/ são fonemas diferentes em inglês.

    Em português, entretanto, existe apenas uma vogal alta-frontal, como por exemplo nas palavras vidalinda.  Qualquer variação no grau de altura ou frontalidade desta vogal, será percebida simplesmente como variações do mesmo fonema.

    Conclusão:
    Diferentes línguas possuem fonemas diferentes, em qualidade e número.  Em outras palavras, diferentes línguas fazem uso de matrizes fonológicas diferentes.

    No início, o aprendiz vai perceber os sons da língua estrangeira como sendo semelhantes aos sons da língua materna.  Sem a devida orientação, irá basear sua pronúncia num modelo acústico intermediário entre os sons das duas línguas, ao invés de baseá-la no modelo acústico específico da língua estrangeira, assim como ocorre no aprendizado da língua materna.  Em outras palavras, o aprendiz criará e assimilará sua própria versão de matriz fonológica, caracterizando seu “sotaque”.


    Os dialetos usados nesta análise fonológica de vogais são o inglês norte-americano e o português do Brasil e, quando aqui falamos de vogais, estamos nos referindo aos sons e não às letras do alfabeto.  Ou seja, estamos falando de pronúncia e não de ortografia; de fonemas e não de grafemas.  Por exemplo, nas palavras do português temos dois fonemas vogais diferentes.

    VOGAIS

    Vogais são sons da fala humana produzidos por um fluxo de ar contínuo, acompanhado de vibração das cordas vocais.  O que diferencia uma vogal da outra, na maioria das línguas, não é a intensidade nem a freqüência, mas o timbre.  Diferentes timbres são produzidos pelo posicionamento da língua na boca, que muda a forma da cavidade bucal.  Sons vogais variam portanto de forma contínua, podendo ser produzidos por um número praticamente infinito de posições intermediárias da língua dentro da cavidade bucal.

    Em línguas menos compactas, com menor ocorrência de palavras monossilábicas e com uma média superior de sílabas por palavra, o número de fonemas não precisa ser tão grande e a diferença entre cada vogal pode ser maior.  Este é o caso do espanhol (5 fonemas vogais) e do português (7 fonemas vogais).  O inglês, entretanto, é uma língua notadamente econômica no uso de sílabas, compacta, com um grande número de palavras monossilábicas.  Isto naturalmente exige um número maior de fonemas vogais para atender a essa maior “demanda” de um sistema com um número reduzido de combinações possíveis.

    Em sistemas fonológicos com um grande número de fonemas vogais, a diferença entre cada um tende a ser mínima, o que exige uma maior acuidade auditiva de parte dos falantes dessa língua tanto no reconhecimento quanto na produção oral.  O problema é agravado pelo fato de que não existem delimitações claras e precisas entre vogais.  No estudo da fonologia, a descrição e a classificação das consoantes é muito mais fácil.  Um som pode ser uma oclusiva ou uma fricativa, mas dificilmente poderá ser classificado como algo intermediário.  É perfeitamente possível, entretanto, produzir sons intermediários entre uma vogal alta e uma média.  Portanto, este talvez seja o maior e mais persistente problema não apenas para estudantes de inglês como língua estrangeira que falam português ou espanhol como língua materna, mas para todos aqueles cujas línguas não possuem um número tão grande de vogais dentro do espectro vocálico quanto o inglês.

    O número de vogais com relevância fonêmica em uma língua é portanto um fator determinante do grau de dificuldade em se obter proficiência oral e uma boa pronúncia.  Embora neste trabalho tenhamos identificado apenas onze vogais para o inglês norte-americano, Mazurkiewicz (69) relacionou pelo menos quinze vogais, ao passo que D’Eugenio encontrou ainda mais:

    “É notório o fato de que o inglês é rico no número de vogais, contendo nada menos do que vinte fonemas vocálicos (doze vogais puras e oito ditongos)” (54, minha tradução).

    Considerando a anatomia do sistema articulatório humano que produz a fala, suas limitações, e considerando o fato óbvio de que não existem diferenças fisiológicas no aparelho articulatório entre pessoas de diferentes nacionalidades, podemos concluir que todos os sons vogais, de todos os idiomas possíveis, recairão sobre o mesmo espectro (veja figura abaixo) e que as diferenças entre um fonema e outro próximo poderão chegar ao limite da perceptibilidade da audição humana.

    Portanto, quanto maior for o número de vogais de uma determinada língua, tanto menor e mais sutil será a diferença entre elas.  Desta forma, torna-se muito difícil manter uma distinção clara entre vogais dentro de um inventário tão repleto de fonemas (como no inglês) e, ao mesmo tempo, produzido por um aparelho articulatório tão limitado.  Em primeiro lugar, este é um problema que afeta a assimilação da língua materna, fazendo com que a criança leve mais tempo até conseguir distinguir todas as vogais.  Em segundo lugar, e com maior insistência, o estudante de língua estrangeira será afetado, principalmente quando a língua materna tiver um número de vogais menor do que o número de vogais da língua estrangeira. Da mesma forma que falantes nativos de espanhol exibem uma notória dificuldade em distinguir as vogais do português nas palavras pé, vô, também nós que temos o português como língua materna, temos dificuldades evidentes em distinguir determinadas vogais do inglês, como será mostrado abaixo.

    NASALIDADE: Uma questão a ser analisada no estudo da fonética, é a nasalidade.  A nasalidade é produzida pelo rebaixamento parcial de uma membrana chamada palato mole ou véu palatino, de maneira que nas vogais, parte do fluxo de ar passa através da cavidade nasal, a qual funciona então também como câmara de ressonância.  Isto altera o som apenas pelo fato de acrescentar uma característica nova, deixando as demais características da vogal inalteradas.

    O português é notório pela forte nasalidade que o caracteriza.  Em alguns dialetos, esta nasalidade pode adquirir relevância fonêmica (não apenas fonética) e uma análise fonológica minuciosa da língua vai identificar pelo menos 3 fonemas vogais nasais além dos relacionados neste estudo, como demonstram os seguintes pares mínimos:

    lá – lã
    pau – pão
    pais – pães

    O fato de o português (assim como também o francês e o polonês) fazer largo uso da nasalidade reforça o argumento aqui apresentado.  Por um lado, a nasalidade do português representa uma dificuldade para aprendizes estrangeiros, se constituindo em mais um elemento causador de interferência e sotaque.  Por outro lado, a nasalidade do português em nada ajuda seus falantes nativos em seu aprendizado de línguas estrangeiras.  Pelo contrário, os aprendizes brasileiros de inglês, enfrentam uma dupla dificuldade: eliminar a nasalidade ao mesmo tempo em que enfrentam o desafio de assimilar um sistema com um número maior de vogais cuja única característica diferenciadora são as mínimas diferenças no posicionamento da língua.

    TENSÃO: É outra característica diferenciadora na articulação de sons vogais que merece atenção.  Produzida pela tensão dos músculos articuladores, é uma característica que pode ser observada em 4 das vogais do inglês, enquanto que inexistente em português.  Representa portanto uma probabilidade adicional de sotaque estrangeiro, tanto para aprendizes brasileiros de inglês como para falantes nativos de inglês que aprendem português como língua estrangeira.

    PROVÁVEIS ERROS COM VOGAIS:

    Estes são provavelmente os erros mais comuns com as vogais do inglês de estudantes cuja língua materna é português.

    A) O primeiro problema, e talvez o mais evidente deles, ocorre na área das vogais anteriores altas.  Os fonemas /iy/ e /I/ do inglês muito provavelmente serão percebidos e reproduzidos como /i/ do português, neutralizando portanto o único contraste entre palavras como:

    beach /biytsh/ – bitch /bItsh/
    bead /biyd/ – bid /bId/
    beat /biyt/ – bit /bIt/
    cheap /tshiyp/ – chip /tshIp/
    eat  /iyt/ - it /It/
    feel /fiyl/ - fill /fIl/
    feet /fiyt/ - fit /fIt/
    green /griyn/ - grin /grIn/
    heat /hiyt/ – hit /hIt/
    heel /hiyl/ – hill /hIl/
    lead /liyd/ – lid /lId/
    leap /liyp/ – lip /lIp/
    least /liyst/ – list /lIst/
    leave /liyv/ – live /lIv/
    meal /miyl/ – mill /mIl/
    neat /niyt/ – knit /nIt/
    peel /piyl/ - pill /pIl/
    reach /riytsh/ – rich /rItsh/
    scheme /skiym/ – skim /skIm/
    seat  /siyt/ - sit /sIt/
    seek  /siyk/ - sick /sIk/
    sheep /shiyp/ – ship /shIp/
    sheet /shiyt/ – shit /shIt/
    sleep /sliyp/ – slip /slIp/
    steal /stiyl/ – still /stIl/
    wheel /wiyl/ – will /wIl/
    Uma vez que os fonemas /iy/ e /I/ do inglês têm uma carga funcional muito ampla, isto é, ocorrem com muita freqüência como único
    elemento diferenciador, qualquer neutralização nesta área pode representar um sério problema.

    B) Outro problema de provável ocorrência situa-se na área dos fonemas /æ/ e /e/ do inglês.  Ambos serão percebidos como /é/ do português, cuja posição de articulação é intermediária, um pouco mais próxima de/e/ do que de /æ/.  Este desvio neutraliza o contraste entre palavras como:

    lend /lend/ - land /lænd/
    men /men/ - man /mæn/

    met /met/ - mat /mæt/
    pen /pen/ - pan /pæn/
    said /sed/ - sad /sæd/
    send /send/ - sand /sænd/
    shell /shel/ - shall /sæl/
    then /ðen/ - thanæn/

    C) A vogal média-central neutra /ə/ do inglês, especialmente quando tônica, não têm equivalente em português, o que significa possibilidade de erro fonológico em palavras como but /bət/rubber /'rəbər/.
    Também a forma reduzida e atônica deste fonema, denominada “xevá” ou “xuá”, (de alta ocorrência no inglês), representa uma notória dificuldade mesmo a longo prazo.  Isto porque no português vogais atônicas não são reduzidas e neutralizadas como em inglês.  É muito provável que o aluno brasileiro venha a ser influenciado pela ortografia neste caso.  A palavra photographer, por exemplo, poderá vir a ser pronunciada /fô'tógrafêr/em vez do correto /fə'tagrəfər/.

    D) Brasileiros encontrarão dificuldade para distinguir entre os sons de /a/ e /o/ do inglês.  Na maioria das vezes /a/ será percebido como /ó/ do português.  Este problema é agravado pelo fato de que o fonema/a/ do inglês é muitas vezes representado na ortografia pela letra “o”, a qual freqüentemente corresponde, em português, a /ó/, como na palavra .  Sendo /ó/ do português muito parecido com /o/ do inglês, como por exemplo na palavra law, haverá possibilidade de erro fonológico, como nos seguintes exemplos:

    collar /'kalər/ - caller /'kolər/
    cot /kat/ - caught /kot/
    are /ar/ - or /or/

    E) Outra área de notória dificuldade para brasileiros é a das vogais posteriores altas.  O fonema /u/ do português tem uma posição de articulação intermediária e conseqüentemente um som exatamente intermediário entre /U//uw/ do inglês.  O resultado disto é que estes fonemas serão percebidos e reproduzidos como /u/, neutralizando portanto o único contraste entre palavras como:

    FRASES-MODELO PARA PRONÚNCIA DE VOGAIS

    Decorar com pronúncia correta um modelo contendo todas as vogais do inglês, pode ser de grande valia para o aluno de inglês. As frases abaixo constituem-se excelentes modelos de pronúncia de vogais.

      • ee bit Ray’s best hat. – O Lee mordeu o melhor chapéu do Ray.
        /iy//I//êy/ /e//æ/
        Stew pushed Joe off the cot. – O Stew empurrou o Joe para fora da cama de campanha.
        /uw//U/  /ôw//o/ /ə//a/
    • She is    acing ten classes using the books and notes always honestly.
      /iy//I//êy/ /e/ /æ/ /uw/  /ə//U/     /ôw/ /o/    /a/
      Ela está fazendo com perfeição dez matérias usando os livros e as anotações sempre honestamente.
    Além de portarem o inventário completo de fonemas vogais do inglês, as frases acima os colocam em escalas variando da posição frontal-alta para frontal-baixa no primeiro exemplo, e de posterior-alta para média-baixa no segundo exemplo. A pessoa que tiver decorado totalmente as frases acima, com pronúncia exata, terá sempre à sua disposição a matriz completa das vogais do inglês.Também úteis são frases curtas que contrastam sons vogais próximos e facilmente confundidos e neutralizados pelo aluno. Veja os seguintes exemplos:

      Please, sit in this seat. – Por favor, sente-se neste assento.
      /iy/ /I//I//I//iy/
      The gem fell in the jam.- A pedra preciosa caiu na geléia.
      /e/ /e/     /æ/
      Pull me out of the pool. – Puxe-me para fora da piscina.
      /U/            /uw/
    Fonte: Site Sk
    Autor Ricardo Schutz

    Ministro investe em aulas de inglês e qualificação para receber Copa

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    Posted by admin | Posted in Artigos | Posted on 19-07-2011

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    Ministro investe em aulas de inglês e qualificação para receber Copa

    O ministro do Turismo, Pedro Novais, afirmou em entrevista aoTerra que o governo brasileiro apostará na qualificação de cerca de 1 milhão de prestadores de serviço para receber com qualidade os turistas que chegarão no País para receber a Copa do Mundo.

    “O número de prestadores de serviços turísticos é de 7,2 milhões de pessoas. Até a Copa chegaremos a 9 milhões. Nas cidades sede da Copa de 2014 é de 680 mil e tentamos chegar a 1 milhão. Para isso nós temos duas linhas de ação”, disse Novais.

    “O primeiro é um programa chamado ‘Bem Receber Copa’. Destes 680 mil nas cidades sede, pretendemos qualificar 306 mil. Além disso, existe um programa de treinamento com o Senac para as pessoas que tem o interesse de entrar nessa cadeia de Turismo. A entidade promete qualificar até o fim da década o total de 1 milhão de projetos. Entram atendentes de hotéis, recepcionistas, pessoas que trabalham no transporte, concierges, garçom, camareira, enfim todos que trabalham na cadeia turística. A segunda linha é um convênio em andamento com a Fundação Roberto Marinho que ensina inglês e espanhol a 80 mil pessoas”, completou.

    Segundo Novais, outra medida que será importante é a classificação dos hotéis que será instituída ainda neste mês. “A classificação da rede hoteleira foi feita com o maior critério possível, nós estudamos o tratamento que é dado a este item em 24 países e chegamos a uma média, que consideramos a melhor e a mais adequadas. Os hotéis do Brasil vão se alinhar com os do mundo inteiro. Ela é criteriosa e entrará em funcionamento a partir do próximo dia 21″.

    De acordo com o ministro do Turismo, os hotéis entenderam a importância desta nova classificação. “O empresariado entendeu que ele é necessário para garantir uma melhor competitividade no setor e garantir que o usuário tenha uma boa hospedagem e receba por aquilo que pagou…Ninguém mais vai poder usar aleatoriamente e à sua vontade o símbolo estrela”.

    Para fiscalizar os hotéis, Novais ressalta que já existe um plano em funcionamento. “Nós temos o instituto da reclamação e nós adotaremos a atitude necessária quando chegarem as reclamações. Os passos principais são cancelar o cadastro daquele servidor que é relapso, dar uma advertência ou fazer o encaminhamento do usuário para o Procon”.

    Falhas

    Apesar da preocupação com a melhoria no serviço do atendimento aos turistas, o ministro do Turismo admitiu que o governo brasileiro ainda falha na hora de pegar as opiniões dos turistas que visitam o País. “O ministério não tem uma ação efetiva nesta área, mas terá em breve”.

    Novais concordou ainda com as críticas em relação aos aeroportos brasileiros. Apesar de não ter uma ligação direta com este setor, o ministro crê que as medidas tomadas pela presidente Dilma Rousseff serão positivas para mudar esta situação.

    “É evidente que existem alguns gargalos nos aeroportos do Brasil, mas tenho certeza que as medidas adotadas pela presidente Dilma neste setor devem ajudar nesta questão”.

    Fonte: Terra

    Doe Arroz para os famintos e melhore seu vocabulário

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    Posted by admin | Posted in Sites para Aprender Inglês | Posted on 19-07-2011

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    Aprenda Palavrões no Twitter

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    Posted by admin | Posted in palavroes em ingles | Posted on 06-07-2011

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    Inglês in company

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    Posted by admin | Posted in Gramática sem Enrolação | Posted on 05-07-2011

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    Os significados e usos de make, do, take e get

     

    Todas as línguas precisam e fazem uso de palavras multifuncionais. São verbos, substantivos, pronomes indefinidos, verdadeiros tapa-furos, paus para qualquer obra, que funcionam de forma semelhante ao curinga num jogo de cartas. Por serem palavras de conteúdo semântico impreciso, não podem ser definidas isoladamente, mas apenas no contexto em que ocorrem. Por isso carregam forte carga idiomática.

    MAKE, DO, TAKE e GET são os 4 verbos de maior carga idiomática em inglês. São multifuncionais, podendo ser comparados aos verbos fazer e ficar do português.

    Observe-se que MAKE e DO são freqüentemente sinônimos no significado, mas não no uso. Isto é: na expressão em que ocorre um, não se usa o outro. O significado que esses verbos assumem depende da expressão em que ocorrem. Cada uma dessas expressões devem ser consideradas como uma unidade de vocabulário, como uma nova palavra a ser assimilada.

    Os materiais apresentados aqui nesta página não estão na forma de plano de aula; são apenas materiais de referência para consulta, e úteis na elaboração de planos de aula. These materials are not lesson plans. They are mainly resource type materials.

    MAKE EXPRESSIONS

    make an agreement – fazer um acordo
    make an announcement (to) – fazer uma comunicação oficial
    make an appointment (with) – marcar uma hora
    make arrangements (for) – fazer preparos
    make an attempt (to) – fazer uma tentativa
    make it back - retornar ao ponto de partida
    make the bed - fazer a cama
    make believe – fazer de conta
    make breakfast (dinner, a sandwich) – preparar o café da manhã (a janta, um sanduíche)
    make a choice – fazer uma escolha
    make a clean copy – passar a limpo
    make it clear (to) – deixar claro
    make a complaint (about) – apresentar queixa, reclamar
    make a date (with) – marcar um encontro
    make a deal (with) - fazer um negócio, negociar
    make a decision (about) – decidir, tomar uma decisão
    make a (any, no) difference (to) – fazer diferença
    make do with – contentar-se com o que tem
    make a down payment – dar de entrada, dar um sinal
    make an effort (to) – fazer um esforço
    make an excuse (for) - arranjar uma desculpa
    make a face (at) - fazer careta
    make a fool of someone – fazer alguém de bobo
    make for – dirigir-se a
    make friends (with) – fazer amizade
    make fun of - ridicularizar
    make a fuss (about, over something) – criar confusão devido à preocupação excessiva
    make a fuss (over someone) – dar atenção afetuosa, mimar
    make good – cumprir com o prometido
    make a good/bad impression (on) – causar boa/má impressão
    make someone happy – fazer ficar feliz, deixar feliz
    make an investment – investir, fazer um investimento
    make a list (of ) – fazer uma lista
    make a living – ganhar a vida
    make love (to) – manter relações sexuais
    make mistakes (in) - cometer erros
    make money – ganhar dinheiro
    make the most of (something) – aproveitar ao máximro
    make someone nervous – deixar alguém nervoso
    make noise – fazer barulho
    make an observation – fazer uma observação
    make an offer - fazer uma oferta
    make out - entender o significado; beijar, namorar; sair-se; preencher (um cheque)
    make a payment – fazer um pagamento, pagar uma conta
    make peace – fazer as pazes
    make a phone call (to) – telefonar, dar um telefonema
    make plans – fazer planos
    make a point – fazer uma observação, apresentar um ponto de vista
    make a point of (doing something) - não deixar de, fazer questão de
    make a presentation – fazer uma apresentação
    make a profit – lucrar, ter lucro
    make progress (in) – progredir
    make a promise (to) – fazer uma promessa, prometer
    make public – divulgar
    make a reservation (for) – fazer uma reserva
    make a resolution – fazer uma promessa, tomar uma decisão importante
    make a scene – fazer uma cena, agir histericamente
    make sense (to) – fazer sentido
    make something of (oneself) – tornar-se alguém
    make a speech (to) – fazer um discurso
    make sure (about) – certificar-se
    make trouble - criar problemas ou confusão
    make up – inventar, improvisar, compensar, maquiar, reconciliar
    make up your mind – tomar uma decisão
    make use of – utilizar
    make war – guerrear, entrar em guerra
    make way – abrir caminho, dar passagem, progredir
    make yourself at home – sinta-se à vontade

    DO EXPRESSIONS

    do the (my, your, …) best (to) – fazer o melhor possível
    do business (with) – trabalhar em negócios com
    do the cleaning (for) – fazer limpeza
    do damage/harm (to) – prejudicar, ferir
    do a deal (predominantly in the expression “it’s a done deal”) – negócio fechado
    do some dictation – fazer um ditado
    do the dishes – lavar a louça
    do drugs – usar drogas
    do your duty – cumprir com suas tarefas
    do an exercise – fazer um exercício
    do an experiment - fazer uma experiência
    do a favor (for) - fazer um favor
    do good - fazer bem
    do a good/bad job – fazer um bom trabalho
    do your hair – fazer (arrumar) o cabelo
    do harm (to someone) – prejudicar ou machucar alguém
    do your homework – fazer o seu tema
    do the housework – fazer os trabalhos domésticos
    do the laundry – lavar a roupa
    do your nails – fazer as unhas
    do an operation (on) – operar
    do (something) over again – fazer de novo
    do overtime – fazer hora extra
    do a poll – fazer uma pesquisa (de opinião)
    do a problem/a puzzle – resolver um problema (em matemática, por exemplo), um quebra-cabeça
    do a project – fazer (desenvolver) um projeto
    do research (on) – pesquisar, fazer uma pesquisa (investigação científica)
    do the right thing - ter uma atitude correta
    do the shopping – fazer compras
    do someone – transar, ter relações sexuais com alguém
    do something - fazer algo
    do time in prison – cumprir pena carcerária
    do a translation – fazer uma tradução
    do well/badly (in) – sair-se bem/mal
    to be done – estar pronto
    to have nothing to do with … – não ter nada a ver com …
    to have your hair done - arrumar o cabelo
    that will do it – isto será suficiente

    TAKE EXPRESSIONS

    take advantage – levar vantagem
    take advice – aceitar conselhos
    take (something) apart – separar, desmontar
    take back – levar de volta
    take the blame – assumir, levar a culpa
    take a break – fazer uma pausa, dar uma folga
    take care – cuidar-se, tomar cuidado, ser cuidadoso
    take care of – cuidar de
    take a chance – arriscar
    take a course (lessons) – fazer um curso
    take it easy – acalmar-se
    take effect – vigorar a partir de
    take an injection – tomar (levar) uma injeção
    take into consideration – levar em consideração
    take it as … – crer, supor, entender, aceitar como …
    take it or leave it – é pegar ou largar
    take a leak – urinar
    take lessons – tomar aulas
    take liberties – tomar liberdades
    take a look (at) - dar uma olhada
    take medicine – tomar remédio
    take a nap – tirar uma sesta
    take notes – fazer anotações
    take off - decolar, ir embora
    take (something) off – tirar (casaco, óculos, etc.)
    take the opportunity - aproveitar a oportunidade
    take (somebody/something) out – levar alguém para sair, remover algo
    take over - assumir controle, tomar conta
    take part - fazer parte, participar
    take a piss – mijar
    take personal offense - ofender-se
    take place – acontecer, ocorrer
    take pride – orgulhar-se, ter orgulho
    take a poll – fazer uma pesquisa de opinião
    take the responsibility – assumir a responsabilidade
    take a rest - fazer um descanso
    take a shower – tomar banho
    take steps – iniciar preparativos
    take a taxi (bus, plane) - pegar um taxi
    take the temperature – tirar a febre
    take a test – fazer um exame
    It takes time – leva tempo
    take one’s time – tomar seu tempo, não ter pressa
    take a trip – fazer uma viagem
    take up something – começar a estudar ou praticar algo
    take a walk - dar uma caminhada
    take your time – não te apressaGET EXPRESSIONS
    meaning of become: ficar
    It’s getting dark. - Está ficando escuro.
    We got tired yesterday. – Ficamos cansados ontem.
    I’m getting confused. – Estou ficando confuso, estou fazendo confusão.
    I’m getting accustomed/used to working hard. – Estou ficando acostumado a trabalhar muito.
     
    meaning of receive: ganhar, receber
    She got a nice present for her birthday. – Ela ganhou um presente legal de aniversário.
    Language teachers get about R$15 an hour in Brazil. - Professores de línguas ganham cerca de R$15 por hora no Brasil.
    I hope to get better news tomorrow. - Espero receber notícias melhores amanhã.
    I got a postcard from Germany. – Recebi um cartão postal da Alemanha.
     
    meaning of obtain/buy: arranjar, conseguir, comprar
    He’s going to get a job after college. - Ele vai arranjar um emprego depois da faculdade. (conseguir, arranjar emprego)
    I got a promotion. - Eu consegui uma promoção. (ganhar, conseguir)
    He got $800 for his old car. – Ele conseguiu 800 dólares pelo seu velho carro (conseguir dinheiro pela venda de algo)
    You can get cheap things in Hong Kong. – A gente consegue comprar coisas baratas em Hong Kong.
    I’m planning to get a new car soon. – Estou planejando comprar um carro novo em breve.
     
    meaning of fetch/pick up: pegar, trazer, buscar
    Go and get the newspaper. – Vai lá e pega o jornal.
    Shall I get you a book from the library? – Você quer que eu traga um livro da biblioteca para você?
    Stay here. I’ll get you some slippers. - Fica aqui. Vou buscar (arranjar) uns chinelos para você.
     
    meaning of arrive at/reach: chegar, ir
    I got home late last night. – Cheguei em casa tarde ontem de noite.
    We got to the airport by taxi. – Fomos ao aeroporto de taxi.
    Can you get to the roof of the house? – Você consegue chegar (trepar) no telhado da casa?
     
    meaning of have (possession): ter
    I haven’t got much time. - Não tenho muito tempo.
    Have you got enough money? – Você tem dinheiro que chegue?
     
    meaning of have to (obligation, same as need and must): ter que
    I’ve got to go now. - Tenho que ir agora.
    You’ve got to study harder. – Você tem que estudar mais.
     
    meaning of catch (illness, vehicle, thief): pegar
    I don’t want to get a cold. – Não quero pegar um resfriado.
    I hope you get on a train before midnight. – Espero que você consiga pegar um trem antes da meia-noite.
    The thief ran away but the police got him. – O ladrão fugiu correndo mas a polícia o pegou.
     
    meaning of prepare/make: preparar
    I’ll get some coffee. – Vou preparar (pegar, buscar) um café.
    She’s getting dinner for her family. – Ela está preparando o jantar para sua família.
     
    meaning of be (as passive auxiliary): ser
    She got hit by a car. – Ela foi atropelada.
    The robber got killed by the police. – O assaltante foi morto pela polícia.
    He got robbed last night. – Ele foi assaltado ontem à noite.
     
    meaning of persuade/convince: convencer
    He got his father to buy him a car. – Ele convenceu o pai a dar-lhe um carro.
    I got him to help me. – Consegui convencê-lo a ajudar-me.
     
    meaning of have something done, order something: mandar
    He got his car fixed. – Ele mandou consertar o carro.
    I got my hair cut. – Ele cortou o cabelo. (mandou cortar, foi ao barbeiro)
     
    meaning of understand: entender
    I got you. – Entendi o que você quer dizer.
    Did you get the idea? – Você entendeu a idéia?
    Don’t get me wrong. – Não me interprete mal.
     
    other meanings and in combination w/prepositions:

    get across – comunicar, esclarecer, convencer
    get along (with) – dar-se, relacionar-se com
    get away – escapar
    get back – recuperar
    get back from – retornar de
    get something back – reaver algo
    get by – sair-se, virar-se
    get a chance – ter uma oportunidade
    get a cramp – dar uma câimbra
    get somebody down – deprimir alguém
    get down to – concentrar-se em
    get even – acertar contas, ficar quites, vingar-se
    get a flat tire – furar o pneu
    get a haircut – cortar o cabelo
    get …ing! – usado em comandos imperativos
    get in – entrar
    get into – entrar, envolver-se com
    get in touch (with) – fazer contato, manter contato com
    get in trouble – meter-se em confusão, dar-se mal
    get laid – ter relações sexuais
    get lost! – te some!
    get married - casar-se
    get something off - remover algo
    get off - descer de um ônibus ou trem
    get on – produzir efeito indesejável; embarcar (em veículo)
    get on with someone – relacionar-se com alguém
    get out – sair, partir
    get over – curar-se, recuperar-se; transmitir
    get ready – aprontar-se
    get rid of - livrar-se de, dar um sumiço em
    get there – chegar ao destino
    get through with something - terminar algo
    get to a place – chegar a algum lugar
    get to someone – afetar ou irritar alguém
    get together (with) – reunir-se com
    get something under way – pôr a caminho, pôr em execução
    get up – levantar de manhã
    get upset – irritar-se, descontrolar-se

    Fonte: site www.sk.com.br

    Inglês in Company

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    Posted by admin | Posted in Inglês para Viagens | Posted on 05-07-2011

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    Inglês in company, vocabulário para viagens

    AIR TRAVELING
     
    travel agency – agência de viagem
    flight reservation – reserve de vôo
    hotel reservation – reserva de hotel
    visa – visto de entrada
    air ticket – passagem aérea
    airplane ticket – passagem aérea
    flight ticket – passagem aérea
    one-way ticket – passagem só de ida
    round-trip ticket – passagem de ida e volta
    airport – aeroporto
    airline – companhia aérea
    departure – partida
    arrival – chegada
    rest room – banheiro, toilete
    airline counter – balcão da linha aérea
    check in (a flight, a hotel) – despachar a bagagem e receber o cartão de embarque; registrar-se em um hotel
    check out (hotel) – fechar as contas
    baggage – bagagem
    luggage – bagagem
    suitcase – mala
    briefcase – maleta de mão
    hand baggage – bagagem de mão
    carry-on bag - bagagem de mão
    boarding pass – cartão de embarque
    baggage ticket – ticket da bagagem
    lost baggage – bagagem extraviada
    gate – portão
    Disembarkation Card – cartão de desembarque, documento exigido por alguns países e distribuído no avião
    Arrival/Departure Record – documento de registro de chegada e partida, semelhante ao anterior e também normalmente distribuído no avião.
    Customs Declaration – documento de declaração à alfândega
    Accompanied Baggage Declaration – documento de declaração à alfândega semelhante ao anterior.
    immigration control – contrôle de imigração
    immigration officer – fiscal de imigração
    baggage claim area – área de recebimento de bagagem
    conveyor – esteira transportadora da bagagem
    customs – alfândega
    go through customs – passar pela alfândega
    customs officer – fiscal alfandegário, oficial da receita federal
    lockers (available at hotels, airports, train stations and bus terminals) – armários de chavear para guardar malas temporariamente
    airport limousine – microônibus que faz transporte entre aeroporto e hotéis
    shuttle bus – ônibus que circula entre diferentes terminais nos grandes aeroportos
    STAYING IN A HOTEL
     
    daily rate – diária
    porter – carregador de bagagem, porteiro
    chambermaid – camareira
    tip – gorgeta
    tipping – dar gorgeta
    lobby – saguão de entrada
    front desk – recepção
    voucher – comprovante de reserva e pagamento da estadia
    guest – hóspede
    single room – quarto de solteiro
    double room – quarto de casal
    credit card – cartão de crédito
    safe-deposit box – cofre
    extra charge – custo adicional
    key – chave
    key card – chave de cartão
    local call – chamada telefônica local
    long-distance call – chamada longa-distância
    international phone call – ligação internacional
    station-to-station – ligação telefônica normal
    person-to-person – ligação um pouco mais cara mas que se paga apenas no caso de se conseguir contato com a pessoa desejada
    collect call – ligação a cobrar
    room service – serviço de quarto
    minibar – frigobar
    vending machine – máquinas de vender bebidas, etc.
    swimming pool – piscina
    city tour – passeio turístico pela cidade
    city map – mapa da cidade
    mall – shopping, centro comercial
    youth hostel – albergue da juventude (excelentes na Europa)
    tourist office – departamento de atendimento ao turista
    DRIVING
     
    driver’s license or driving license – carteira de motorista
    rental car – carro de aluguel
    rent-a-car agency – locadora
    mileage – milhagem, quilometragem
    unlimited mileage – quilometragem ilimitada
    insurance – seguro
    deductible – franquia
    road map – mapa rodoviário
    power steering – direção hidráulica
    air conditioning – ar condicionado
    stereo – toca-fita
    cruise control – sistema automático de aceleração que mantém a velocidade constante em estrada
    parking lot – pátio de estacionamento
    traffic light – sinaleira
    red light – sinal fechado
    traffic violation – infração de trânsito
    X-ing – faixa de segurança
    gas station – posto de gasolina (EUA)
    petrol station - posto de gasolina (Inglaterra)
    fill it up, please – encha o tanque, por favor
    self service – auto-atendimento
    regular – gasolina comum
    unleaded – gasolina sem chumbo, antipoluente
    super – gasolina de alta octanagem
    flat tire – pneu furado
    spare tire – estepe
    repair shop – oficina mecânica
    mechanic – mecânico
    paved road – estrada pavimentada
    unpaved road or dirt road – estrada de terra
    highway, freeway, speedway – auto-estrada
    interstate – rodovias federais tipo auto-estrada que ligam as principais cidades norte-americanas
    intersection – trevo
    don’t litter – não polua
    no parking – estacionamento proibido
    speed limit – limite de velocidade
    toll – pedágio
    left turn – curva à esquerda
    right turn – curva à direita
    one-way street – rua de mão única
    wrong way – contramão
    detour – desvio
    exit – saída
    U-turn – retorno
    road shoulder – acostamento
    rest area – área de descanso (nas highways)

    Fonte: site www.sk.com.br

    Tradução de Teses, vocabulário para agricultura

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    Posted by admin | Posted in Traduções | Posted on 05-07-2011

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    acamamento – lodging
    adubação de cobertura – top-dressing, side dressing
    adubação verde – green manure
    adubo – fertilizer
    agricultor – small farmer, grower, smallholder
    agricultura – agriculture, farming
    agroqímico – agrochemical
    agrotóxico – pesticide, agrochemical (conotação neutra), agrotoxin (conotação negativa)
    análise de solo – soil analysis
    arado – plow
    arar – to plow
    arroba – unit of weight corresponding to 15 kg. (33 US pounds)
    arroz de sequeiro – upland rice, dryland rice
    assistência técnica – technical assistance
    aviário – chicken coop
    avicultura – poultry farming, poultry raising
    barra de pulverização – spray boom
    Bolsa de Mercadorias e Futuros – commodities and futures exchange
    calda – spray mix, pesticide diluted in water for application
    camalhão – ridge
    caminhão – truck
    canteiro – seedbed, bed
    capinar – to hoe
    casa de vegetação – greenhouse
    cigarrinha – leafhopper
    chuva – rain
    cobertura morta – mulch
    colheita – harvest
    colheitadeira – harvester
    colher – to harvest
    colônia – countryside, interior
    CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) – a public company controlled by the Ministry of Agriculture and Supply, in charge of government policy to ensure the production and supply of agricultural products.
    controle de pragas – pest control
    crédito agrícola (ou crédito rural) – farm loans, rural credit
    crescer – to grow
    crescimento – growth
    cronograma – timetable
    cultivar (verbo) – to grow
    cultivar (substantivo) – cultigen, cultivar
    cultivo de cobertura – cover crop
    cultivo mínimo – minimum tillage, minimum cultivation
    curral – corral
    defensivo agrícola – agrochemical, pesticide
    densidade de semeadura – seeding rate
    doença – disease
    EMATER (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) – a state public company in Brazil to implement the state government’s agricultural policy and provide technical assistance to farmers.
    EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) – Brazilian Agricultural Research Corporation – a government-owned company controlled by the Ministry of Agriculture and Supply. Embrapa’s mission is to generate, adapt and transfer knowledge and technology to provide feasible solutions for the sustainable development of the Brazilian agribusiness
    enchente – flood
    engenheiro agrônomo – agricultural engineer, agronomist
    enxada – hoe
    enxerto – grafting
    EPI (equipamento de proteção individual) – personal protective equipment
    erosão – erosion
    erva daninha – weed
    espaçamento – spacing
    esterco – manure
    estiagem – drought
    estoques reguladores – intervention stocks
    estrada de terra – dirt road
    estrada pavimentada – paved road
    extensão rural – rural extension (usado predominantemente no Canadá e na Austrália)
    farelo de arroz (soja) – rice (soybean) bran
    fazendeiro – farmer, large-scale farmer, plantation owner, rancher (criador de gado)
    fertilização – fertilization
    fertilizante – fertilizer
    financiamento agrícola – farm loan
    fitossanidade – plant health
    fitossanitário – phytosanitary, relating to plant health
    fitotecnia – plant science
    formiga cortadeira – leaf-cutting ant, umbrella ant
    forragem – forage
    fruticultura – fruit production
    fumo – tobacco
    fungicida – fungicide
    fungo – fungus, pl: fungi
    gafanhoto – grasshopper
    gado de corte – beef cattle
    gado leiteiro – dairy cattle
    galinha caipira – free-range hen
    galinha poedeira – laying hen
    galinheiro – chicken coop
    galpão – barn; air-curing barn
    geada – frost
    germinação – germination
    gradear – to harrow
    granizo – hail; hailstorm
    hectare – hectare = 2.47 acres
    herbicida – herbicide
    herbicida pós-emergente – post-emergence herbicide
    herbicida pré-emergente – pre-emergence herbicide
    hidroponia – float, floating
    horta – vegetable garden
    hortaliças – vegetables
    horticultura – horticulture
    hortigranjeiros – produce
    IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) – Brazilian Environment and Natural Resources Institute
    inçado – weedgrown
    inço – weeds
    inseticida – insecticide
    insumos agrícolas – production input, agricultural materials or supplies
    interior – countryside, interior
    irrigação – irrigation
    irrigação por aspersão – overhead irrigation
    lagarta – caterpillar
    lavoura – field, plantation
    lavoura de subsistência – subsistence farming
    leilão – auction
    lenha – firewood
    lesma – snail
    lixiviação – leaching, removal of soil material by the downward of water through the soil
    maduro – ripe
    manejo do solo – soil management
    mangueira (para gado) – chute
    meio-ambiente – environment
    minhoca – earthworm
    minifúndio – small farm, smallholding
    mofo – mold, mould
    MST (Movimento Sem Terra) – landless squatters movement
    muda – seedling
    nematóide – root knot
    OGM (organismo geneticamente modificado) – GMO (genetically modified organism)
    ovo caipira – free-range egg
    – spade
    paiol – barn
    pecuária – cattle raising, cattle ranching
    pecuarista – cattleman, rancher
    peletização – pelletizing
    perfilhamentoo – tillering
    pesticida – pesticide
    planta de cobertura – cover crop
    planta geradora de sementes – seedling plant
    plantador – grower, farmer
    plantio direto – direct seeding, direct planting, no-tillage
    pluviômetro – rain gage
    podar – to prune
    portaria – administrative rule
    precipitação pluviométrica – rainfall
    preparo do solo – tillage
    previsão do tempo – weather forecast, weather report
    princípio ativo – active ingredient
    produtividade – yield, productivity
    pulgão – aphid
    pulverizar, pulverizador – spray
    raiz – root
    reflorestamento – reforestation
    render – to yield
    rendimento – yield, productivity
    resteva – stubble
    retenção foliar – foliar retention
    rotação de culturas – crop rotation, alternate cropping
    safra – crop
    salitre – saltpeter
    salitre do Chile – Chile saltpeter; 33% of sodium nitrate NaNO3 and 66% of potassium nitrate KNO3
    saraquá – seeder
    seca – drought
    semeadura – sowing
    semente – seed
    semente comercial – commercial seed
    semente geradora – foundation seed
    semente híbrida – hybrid seed
    silo vertical – tower silo
    sindicato de plantadores – farmers’ union
    solo – soil
    soqueira – stubble
    suinocultura – pig farming, hog raising
    suprimentos agrícolas – agricultural supplies, agricultural products
    taipa – dike, mud wall
    tempestade – storm
    tempestade de granizo – hailstorm
    tempo (clima) – weather
    terra – earth
    terraceamento – terracing, contour farming, contour planting
    tombamento – damping off; a plant desease occurring in excessively damp conditions
    transplantar – to transplant
    transplante – transplantation
    ventania – wind storm
    veranico (de maio) – Indian summer
    verrduraa – vegetables
    verga – furrow
    verme arame – wire worm
    virose – viroid, viral disease
    virus do mosaico – mosaic virus
    zootecnia – animal science

    Fonte: site www.sk.com.br